Que as palavras me fogem sempre, isso não é novidade. O problema é quando se consegue escrever apenas poucas linhas sobre qualquer coisa, mesmo cheio de idéias.
Ocorre que os acontecimentos (ou a falta deles) não colaboram muito, então fico aqui sentado esperando surgir algo interessante no qual eu deposito até a última ficha de ânimo que ainda resta, afinal correr atrás não tem trazido lá grandes resultados.
E então termina. Geralmente o espaço de tempo é de uma ou duas semanas, depois disso a vontade é de dormir até que a vida se torne empolgante novamente.

Aí vem o vazio.

Mas o pior de tudo é o bloqueio mental, é não conseguir expressar nada disso, como se faltasse uma parte do cérebro. É uma sensação de impotência ímpar.
Foda-se, é só aguentar mais umas semanas até que apareça algo com o qual possa saciar um pouco dessa fome de vida.


Já é madrugada e meu pescoço dói, vai ver ando meio tenso.



Bluebird, de um cara que sabia das coisas.

"there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see
you.

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pur whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's
in there.

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say,
stay down, do you want to mess
me up?
you want to screw up the
works?
you want to blow my book sales in
Europe?

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be
sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him
die
and we sleep together like
that
with our
secret pact
and it's nice enough to
make a man
weep, but I don't
weep, do
you?"

E aí...

Virou o rosto e silenciou.
Sentindo como em um abismo entre uma ponta e outra, esperando apenas o momento de algo acontecer (só não me pergunte o que).
É uma merda ficar sem chão assim.

Nada como um dia de sol.

Hoje foi o dia de fazer tudo voltar a ser como era, e o mais impressionante: até rolou um bom-humor legítimo no meio disso!
Como nem tudo é perfeito, ainda não consegui dar cabo daqueles conceitos malditos.
Além disso, continuo odiando esse calor sufocante que faz dentro do ônibus no final das tardes dessa ilha bizarra.

Será que é bom voltar no tempo assim? Fico feliz agora, mas temo que não.

Energia.

Sabe, eu nunca acreditei muito nesses lances espirituais, inclusive conversei sobre isso semana passada e falei a mesma coisa. Mas olha, hoje tá estranho, pela primeira vez tô sentindo essa tal de energia, e é bem negativa.
Caminhar na rua com a cabeça a 0 por hora, chutando pedras, sem querer reconhecer a esperança íntima de desejar acertar alguém, pra ver se assim a vida cria alguma cor, mesmo que vermelha, ou algum sabor, mesmo que de sangue.



Pessoas confusas confundem.

Deslizando de palavra em palavra pra no final não falar coisa com coisa.
Tanto esforço pra valer apenas aquilo que saiu mais alto, e que significou tudo ali e aqui nada.

Gastrite.

Acontece quando tá tudo errado, aí vem de cima pra baixo e pára na metade do caminho, então explode tipo ogiva e dói pra caralho.
Vai ver é um aviso do corpo pra cuidar melhor da alma.

251010...

Hoje o dia andou parado e a tela ficou piscando, pedindo pra correr.
Eu não corri, e ainda assim tropecei.

Grande nada.

"Tanto faz ser honesto e morrer;
Nada pra nada pra nada aprender;
Tanto faz morrer, tanto faz aprender
Se no fim eu me sinto vazio, parte de um grande nada"

Domingo, 24 de outubro de 2010, 02:24 AM

Eu poderia estar dormindo, mas tô abrindo um blog.
Que bela merda, hein?
Sabe-se lá o que vou escrever por aqui, e nem se alguém vai ler, mas nem é esse o propósito, então fica assim.