"Você sabe tão bem quanto eu que uma das principais causas do tédio é a estreiteza de nosso destino.
Todas as manhãs despertamos iguais ao que éramos na véspera.
Ser eternamente o mesmo é insuportável para os espíritos refinados pela reflexão.
Sair do próprio eu é um dos sonhos mais inteligentes que um homem pode ter."

Época nerd virando nonsense de madrugada =

"Golden Robot with Rocket Launchers, a girl with a t.v. on her head, a jumping mushroom, smiling water droplet and poop with shades, winged halo blue and green droplets with expressions, 2 cats strolling with one with an eye patch, a happy green slime, a guy with a t.v. on his head, a girl riding on a huge cat, and a naked sexy chick with her tits flopping, riding on a flying cat with goggles on a spherical street in a rainbow-ish sky as well as the words "AIRBRUSHED" and "ANA MANA GU CHI"."


A calma precisa de empenho e paciência.
A calma de quem caminha com um guarda-chuva como um escudo, devagar e com passos firmes, se protegendo e molhando apenas os calcanhares.
O empenho vem na perseverança e na confiança em não vacilar, e a calma na tranquilidade em relação a isso.
Mas ainda restam os calcanhares molhados.
Será que Aquiles também pensou assim?
Tudo o que eu enxergo agora é uma linha reta e fina, e só pra ela consigo olhar o tempo todo, sentado, sem dar um pio, sem nem piscar.
Vontade de explodir o mundo que arde e sobe até a garganta provocando um ranger de dentes e o olhar fixo que não se atreve parecer menos ríspido do que o momento criado por uma atitude imbecil e frustrada de transformar água salgada em água doce.
Não chove, não neva, não faz mais sol.
A calma que vira explosão.
Mas o dolorido não é quando explode e sim quando notam-se os estragos e os efeitos colaterais.
Amanhã eu termino de passar calor e resolvo de uma vez se chove ou neva nessa sala.

Sou o maior procrastinador que conheço. Pior que vi esses dias que isso pode ser alguma doença, mas preferi não dar muita atenção à isso pra não arrumar uma muleta mais manca do que eu.
Mas agora preciso me soltar um pouco, sair dessa inércia, porque bonroevm é foda, tudo costuma acontecer nesse mês.
Bom, tô cheio de trabalho pra fazer, mas amanhã eu começo.



Que as palavras me fogem sempre, isso não é novidade. O problema é quando se consegue escrever apenas poucas linhas sobre qualquer coisa, mesmo cheio de idéias.
Ocorre que os acontecimentos (ou a falta deles) não colaboram muito, então fico aqui sentado esperando surgir algo interessante no qual eu deposito até a última ficha de ânimo que ainda resta, afinal correr atrás não tem trazido lá grandes resultados.
E então termina. Geralmente o espaço de tempo é de uma ou duas semanas, depois disso a vontade é de dormir até que a vida se torne empolgante novamente.

Aí vem o vazio.

Mas o pior de tudo é o bloqueio mental, é não conseguir expressar nada disso, como se faltasse uma parte do cérebro. É uma sensação de impotência ímpar.
Foda-se, é só aguentar mais umas semanas até que apareça algo com o qual possa saciar um pouco dessa fome de vida.


Já é madrugada e meu pescoço dói, vai ver ando meio tenso.



Bluebird, de um cara que sabia das coisas.

"there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see
you.

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pur whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's
in there.

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say,
stay down, do you want to mess
me up?
you want to screw up the
works?
you want to blow my book sales in
Europe?

there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be
sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him
die
and we sleep together like
that
with our
secret pact
and it's nice enough to
make a man
weep, but I don't
weep, do
you?"

E aí...

Virou o rosto e silenciou.
Sentindo como em um abismo entre uma ponta e outra, esperando apenas o momento de algo acontecer (só não me pergunte o que).
É uma merda ficar sem chão assim.

Nada como um dia de sol.

Hoje foi o dia de fazer tudo voltar a ser como era, e o mais impressionante: até rolou um bom-humor legítimo no meio disso!
Como nem tudo é perfeito, ainda não consegui dar cabo daqueles conceitos malditos.
Além disso, continuo odiando esse calor sufocante que faz dentro do ônibus no final das tardes dessa ilha bizarra.

Será que é bom voltar no tempo assim? Fico feliz agora, mas temo que não.

Energia.

Sabe, eu nunca acreditei muito nesses lances espirituais, inclusive conversei sobre isso semana passada e falei a mesma coisa. Mas olha, hoje tá estranho, pela primeira vez tô sentindo essa tal de energia, e é bem negativa.
Caminhar na rua com a cabeça a 0 por hora, chutando pedras, sem querer reconhecer a esperança íntima de desejar acertar alguém, pra ver se assim a vida cria alguma cor, mesmo que vermelha, ou algum sabor, mesmo que de sangue.



Pessoas confusas confundem.

Deslizando de palavra em palavra pra no final não falar coisa com coisa.
Tanto esforço pra valer apenas aquilo que saiu mais alto, e que significou tudo ali e aqui nada.

Gastrite.

Acontece quando tá tudo errado, aí vem de cima pra baixo e pára na metade do caminho, então explode tipo ogiva e dói pra caralho.
Vai ver é um aviso do corpo pra cuidar melhor da alma.

251010...

Hoje o dia andou parado e a tela ficou piscando, pedindo pra correr.
Eu não corri, e ainda assim tropecei.

Grande nada.

"Tanto faz ser honesto e morrer;
Nada pra nada pra nada aprender;
Tanto faz morrer, tanto faz aprender
Se no fim eu me sinto vazio, parte de um grande nada"

Domingo, 24 de outubro de 2010, 02:24 AM

Eu poderia estar dormindo, mas tô abrindo um blog.
Que bela merda, hein?
Sabe-se lá o que vou escrever por aqui, e nem se alguém vai ler, mas nem é esse o propósito, então fica assim.